sábado, 8 de agosto de 2009

Sonhar

Assim, depois de muito esperar, um dia como qualquer outro, decidi triunfar.
Decidi não ficar à espera das oportunidades e fui procurá-las.
Decidi ver cada problema como a oportunidade de encontrar uma solução.
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver e ver cada dia, como a oportunidade de ser feliz.
Naquele dia descobri que o meu único rival eram apenas as minhas limitações e, que elas são a única e melhor forma de me superar.
descobri que não era o melhor e que talvez nunca o tenha sido. deixou de me importar quem ganhara ou quem perdera, agora simplesmente me importa ser melhor que ontem.
Aprendi que o difícil não é chegar ao topo, mas sim nunca deixar de subir.
Aprendi que o maior sucesso que posso alcançar é o ter direito de chamar a alguém de " amigo".
Descobri que o amor é mais do que uma simples paixão. É uma filosofia de vida.
Aprendi que nada serve ser luz, se não for para iluminar também o caminho da humanidade.
Aprendi que os sonhos são apenas para transformar em realidade e desde esse dia, que não durmo para descansar.
Agora apenas durmo para sonhar.


Autor: Walt Disney



Postado por Roseli E.Falato

domingo, 14 de junho de 2009

O amor pode vencer

Esta semana assistindo uma reportagem no Jornal Nacional vi horrorizada um pai ( se é que se pode chamar assim) ensinando seu filho de 3 anos e uma sobrinha de 4 anos a assaltar, espancar e matar, de uma " forma lúdica" é claro, e este vídeo estava sendo filmado pela esposa.
Trata-se de um sequestrador que está sendo procurado pela policia.
Ao assistir a essa cena, senti um aperto no coração, por ver duas crianças inocentes, expostas a tamanha violência.
Claro que para as crianças aquilo não passava de uma brincadeira, mas no contexto geral, trata-se de uma realidade cada vez mais presente em nossa sociedade.
Crianças sendo geradas e criadas em ambientes hostis, que incentivam e estimulam a atos violentos, como sendo parte de uma educação, de uma cultura.
Hoje assistimos silenciosos e assustados, crianças e adolescentes sendo torturados, explorados, estuprados e assassinados e o que é pior,na maior parte dos casos por parentes, amigos e pessoas próximas e nos sentimos totalmente à mercê desta situação, de mãos atadas, olhos fechados,porque nos sentimos fragilizados diante da dor. Não sabemos como agir, como enfrentar, como ajudar.
Hoje as famílias estão desestruturadas, pais despreparados e inseguros, permissivos e assustados, com medo de enfrentar seus filhos, com medo de dizer os " não" necessários, de estabelecer regras e limites.
Estão se perdendo os valores morais em nome de uma educação liberal.
Hoje já não sentamos mais a mesa na hora das refeições, não olhamos nossos filhos nos olhos,não reconhecemos quando estão sofrendo, porque estamos sempre com pressa.
Nossos bebes crescem,passam pela adolescência e só nos damos conta quando eles se envolvem em situações, que nos expõe diante da sociedade, caso contrario, muitas vezes nem os percebemos.
Muitas vezes cobramos atitudes, comportamentos, dos quais não damos o exemplo. Esquecemos que somos espelhos, que nossas atitudes são referencias para nossos filhos.
Em contacto com esses jovens, percebo o quanto estão perdidos, sem expectativas. Perdeu-se os valores, vivem uma afetividade superficial, buscam nas drogas, no sexo, na agressividade, uma forma de provar que estão vivos, que são auto suficientes, mas no fundo sentem-se sozinhos.
Tornam-se adultos imaturos, frágeis...., ou violentos, querendo impor suas vontades, sem respeito ao próximo e a si mesmo.
Quero aqui fazer um alerta a todos os pais!
Cuidem de seus filhos....
Encontre tempo para olhá-los com olhos amorosos...
Encontre tempo para ouvi-los e orientá-los......
Encontre tempo para amar e permitirem ser amados...........
Ajude-os na fé,na coragem,no respeito..........
Ensine-os a seguir uma religião, seja ela qual for...
Mas aproxime-os de Deus!
Ainda acredito que o amor pode vencer sempre!




Roseli Elizete Falato
Psicóloga/Psicopedagoga

sábado, 2 de maio de 2009

Como se escreve

Quando eu tinha somente cinco anos, a professora do jardim de infância pediu aos alunos que fizéssemos um desenho de alguma coisa que amávamos.
Eu desenhei minha família.
Depois tracei um grande círculo com lápis vermelho ao redor das figuras.
Desejando escrever uma palavra acima do círculo, saí da minha mesinha e fui até a minha professora e disse:
Professora, como se escreve...?
Ela não me deixou concluir a pergunta.
Mandou eu voltar para o meu lugar e não me atrever mais a interromper a aula.
Dobrei o papel e guardei no bolso.
Quando retornei para casa, naquele dia, me lembrei do desenho e o tirei do bolso.
Alisei-o bem sobre a mesa da cozinha, fui até minha mochila, peguei um lápis e olhei para o grande círculo vermelho.
Minha mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia.
Eu queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela e disse:
Mamãe, como se escreve...?
Menino, não dá pra ver que eu estou ocupada agora!
Vá brincar lá fora. E não bata a porta, foi a resposta dela.
Dobrei o desenho e guardei no bolso.
Naquele dia eu tirei outra vez o desenho do bolso, olhei para o grande círculo vermelho e peguei o lápis.
Queria terminar o desenho antes de mostrá-lo a meu pai.
Alisei bem as dobras e coloquei o desenho no chão da sala, perto da poltrona reclinável do meu pai e disse:
Papai, como se escreve...?
Estou lendo o jornal e não quero ser interrompido.
Vá brincar lá fora e não bata a porta.
Dobrei o desenho e o guardei no bolso novamente.
No dia seguinte, quando minha mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da minha calça, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas de gude. Todos os meus " tesouros" que eu catara enquanto brincava fora de casa.
e nem abriu o papel.
Atirou tudo no lixo.


Os anos passaram....


Quando eu tinha 28 anos, minha filha de cinco anos fez um desenho.
Era o desenho da sua (minha) família.
Sorri quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e me disse:
este aqui é você papai.
olhei o círculo vermelho feito por minha filha ao redor das figuras e lentamente comecei a passar o dedo sobre o círculo.
Ela desceu rapidamente do meu colo e avisou:
Eu volto logo!
E voltou. Com um lápis na mão.
Acomodou-se outra vez no meu joelho, posicionou a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou:
papai, como se escreve amor?

abracei minha filinha, tomei sua mãozinha e fui conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras enquanto dizia:

Amor....
Amor, querida se escreve com as letras T...E...M...P...O ( TEMPO)


Conjugue o verbo amar todo o tempo.
Use o seu tempo para amar, não esquecendo que para o filho, o que importa é ter quem ouça e opine, quem participe e vibre, quem conheça e incentive.
Não espero seu filho ter que descobrir sozinho como se escreve amor, família, afeição.
por fim, lembre-se:
Se você não tiver tempo para amar, crie.
afinal, o ser humano é um poço de criatividade e o tempo...

... bom,
o tempo é uma questão de escolha.


( autor desconhecido)


Esta mensagens vem nos fazer pensar em como estamos utilizando nosso tempo.
Esse tempo que é rápido, que voa com o vento e que muitas vezes desperdiçamos.
O tempo de estar com quem amamos e que por muitas vezes deixamos passar, deixamos pra amanhã.
E o amanhã pode ser tarde demais!
Viva o amor hoje.
Encontre tempo para ser feliz e fazer feliz a quem te ama.


Roseli Elizete Falato
Psicóloga/Psicopedagoga.

Comunicação Alternativa


A fala é considerada a melhor forma e o meio mais utilizado para a comunicação. No entanto, muitas crianças, jovens e adultos por apresentarem algum tipo de deficiência não conseguem falar, ou mesmo que consigam, possuem uma fala pouco compreensível, não sendo suficiente para uma boa comunicação.Para que essas pessoas possam então mostrar o que conseguiram aprender, para que possam conversar, contar sobre suas experiências, falar sobre os seus desejos, sentimentos ou até mesmo para que possam contar uma história, existem outras formas de comunicação além da fala e da escrita.
Comunicação alternativa é o termo usado para definir estas outras formas de comunicação que substituem as funções da fala. O olhar, o apontar, fazer gestos, emitir sons, sorrir, usar objectos, fotografias, desenhos, a expressão do corpo e do rosto, são importantes recursos de comunicação para aqueles que não conseguem falar.
Além disso, existem também as chamadas sistemas alternativos de comunicação reconhecidos internacionalmente e utilizados para facilitar a comunicação de pessoas com deficiência. Um dos sistemas mais conhecidos são os gestos manuais da Língua Brasileira de Sinais ( LIBRAS), usados por pessoas com deficiência auditiva.
Picture Communication System ( PCS ) e Blissymbols ( BLISS ) também são sistemas alternativos de comunicação usados nos casos de diferentes deficiências, especialmente na paralisia cerebral. Ambos são compostos por desenhos ou traçados em gráficos capazes de representar diferentes sentidos e conceitos, permitindo as pessoas com dificuldades de fala elaborar e transmitir desde mensagens simples até os mais complexos.
A escolha de qual sistema é mais indicado para cada pessoa , assim como o trabalho propriamente dito com a Comunicação alternativa, é feito por um profissional especializado na área, o fonoaudiólogo, que necessita do auxílio de outros profissionais, como o terapeuta ocupacional, o fisioterapeuta, o psicólogo, o professor, entre outros. A própria família e as pessoas próximas ao usuário de um sistema alternativo de comunicação também podem participar e auxiliar neste trabalho.


Artigo retirado do Informativo da associação Nossa Sonho Ano I Número I.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O que esperar da Psicologia

A Psicologia tem como função ajudar o indivíduo a reorganizar sua vida, a partir de sua experiências, sejam elas boas ou ruins.
Procura promover mudanças necessárias na forma de pensar e agir, com o objetivo de melhorar seus relacionamentos, sua auto- estima, através da avaliação que fazemos de nós mesmos, aceitando nossos defeitos e qualidades, reconhecendo e respeitando nossas limitações e medos.
A Psicologia vem nos ensinar uma forma diferente de lidar com os nossos problemas, a arrumar o que está fora de lugar, a descobrir caminhos para a felicidade. Nos ensina que precisamos virar a página e recomeçar uma outra história, quando se descobre que já não se pode mais conviver com os erros. Insistir de nada adianta!
É necessário aprender com eles e procurar novas possibilidades de acertos.
É buscar novos sonhos e reescrever uma nova história.

Nascemos para ser feliz!



Roseli Elizete Falato
Psicóloga/ psicopedagoga

domingo, 29 de março de 2009

A dor de não compreender

Hoje eu vi no olhar de um pai
Todo sofrimento por um filho
Que não pode andar, que não pode falar!

Hoje eu vi no olhar de uma mãe
Toda angústia de um filho
Que nunca vai poder verbalizar
Mãe como eu amo você!

Hoje vi no olhar de uma criança
Toda dor de ser incompreendido.

De seu olhar um agradecimento
Pela vida
Pelo cuidado
Pelo carinho
Pelo sacrifício

Mas eles não compreendem .......

Vivem a angústia de uma resposta
Que nunca virá.
por que?

E se perdem no tempo
Correndo atrás de culpados
Para aliviar a dor que toma conta de seus corações.

E perdem a oportunidade maior
De amar incondicionalmente esse ser
Que Deus entregou a seus cuidados
Acreditando na capacidade de cada um
De suportar a dor.

E como suportar a dor?

Acreditando!
Não na cura, mas na redenção.
Na capacidade de se doar e de amar!
Cada segundo ao lado desse filho
É uma graça concedida!

Pena que a dor seja maior que o amor
E maior que a capacidade de enxergar além de onde seus olhos podem ver.



Roseli Elizete Falato
Psicóloga/ Psicopedagoga

sábado, 21 de março de 2009